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Mãe sim. Mulher também: a maternidade deve impulsionar e te fazer ainda melhor!



  • 04 Set, 2018

Quando o foco da vida da mulher muda para celebrar a vida do seu bebê, muita coisa pode parecer secundária: a maquiagem que você queria comprar, aquela lista de livros que você ainda quer ler, a viagem para a qual você estava economizando, o curso que poderia dar um “up” na carreira e até o relacionamento.

A maternidade traz um rótulo social que faz com que a mulher exija de si mesma a perfeição, mesmo quando inconscientemente. Biologicamente, ela se prepara para cuidar e prover tudo o que o filho vai necessitar, mas é fundamental que a mulher se lembre de que não é um ser fragmentado em papéis, e sim, um ser integral. Os novos papéis podem modificar o relacionamento, assim como, temporariamente, os hormônios modificam o desejo. Mas tudo isso é parte do processo de se tornar uma mulher diferente da que era antes.

Antes de superestimar o que mudou ou subestimar o que talvez não faça o mesmo sentido, é importante pontuar que os sentimentos difusos do puerpério e todas as dicotomias inerentes à essa fase nova da vida, não podem resultar no esquecimento do ‘eu’ – o ser mulher.

Você pode ter momentos de prazer longe dos filhos! Você pode se sentir exausta no final do dia e ainda mais no final de semana! Você pode não ter vontade de cozinhar, sair, namorar e também pode morrer de saudade de tomar uma boa garrafa de vinho com as amigas! Deixe-se fluir entre os desejos naturalmente incluídos na vida da esposa, profissional, mulher e mãe que você é!

Olhe amorosamente para você!

Nenhuma criança precisa de uma mãe absoluta e exclusivamente dedicada a ela. Esse modelo não faz parte de uma relação saudável com a responsabilidade e compromisso que tem, a partir de agora, com o desenvolvimento de seu bebê. Os aprendizados de ambos se darão, inclusive, nos enganos e erros que você possa vir a cometer. E é muito importante contar com sua rede de apoio, a família, companheiro ou companheira, que reforcem o quão humana você é e deve se sentir.

Isso também ajudará a fazer com que se sinta, gradativamente, inserida socialmente. O isolamento inicial da maternidade também não precisa ser um gatilho de reforço à idealização do papel da mãe. Nesse e em todos os papéis que desejar desempenhar, a mulher tem a chance de ganhar sabedoria à medida que a aceitação sobre seus limites e visão sobre suas potencialidades aumenta. E, além do bebê, é isso que deverá aumentar e ajudar a crescer!

Novos papéis não nascem de velhas visões. O mundo em que vivemos passa por transformações tão constantemente quanto a organização familiar, suas reconfigurações, padrões e desafios dentro da organização da vida. Diante desse cenário, em que a individualização se torna cada vez mais ausente, é muito importante mudar a visão quanto ao papel da mulher e trazer novo frescor a ela, que ainda é pilar de sustentação das famílias.