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Os efeitos mágicos da amamentação no cérebro da mãe


  • 27 Set, 2018

Durante a amamentação as mães podem se sentir como super-heroínas, e não é apenas porque alimentam suas crias, vendo-as crescer a partir de seu leite. Essa mágica tem explicações químicas e biológicas, já que o cérebro dela identifica o hormônio da confiança e do amor, a famosa ocitocina.

Realmente os efeitos dessa substância ajudam (muito) a natureza a cumprir seu papel. A ocitocina é produzida pelo hipotálamo, área responsável por regular a fome, cansaço, a raiva e até a temperatura corporal da mãe; e é esse mesmo hormônio que provoca as contrações durante o parto e a liberação do leite nas glândulas mamárias.

Até aí, tudo entendido, certo? Certo. Mas esse mecanismo superdesenvolvido de liberação da ocitocina também acaba gerando uma comunicação intensa e maior entre os neurônios, o que faz com que, no período de aleitamento, a mãe tenha, dentro do cérebro, uma profusão de geradores de ocitocina, aumentando exponencialmente sua sensação de prazer, bem-estar emocional e físico. Por isso essa substância é tão decisiva no aumento do vínculo entre mãe e filho.

Uma máquina perfeita, sem necessidade de líder!

 A ação coordenada do cérebro também se explica pelo ato de que a ocitocina é liberada a partir dos dendritos, que são os prolongamentos da célula neural. Eles são especializados em receber estímulos e transmitir impulsos. Na amamentação, essas informações e pulsos aumentam substancialmente e de maneira sincronizada. Os cientistas comparam essa ação à dinâmica de um enxame de insetos, como as abelhas, por exemplo.

O funcionamento do cérebro das mães depois do parto é extremamente intrincado, e entende-lo a partir da ocitocina fez com que a ciência pudesse abrir caminho para elucidar um mecanismo muito fino de controle do corpo. O paralelo com os sentimentos da mãe em relação a todas essas transformações pode ajudar a elucidar, para pais e mães, o quanto esse processo merece cuidado dedicado e sutileza. 

A ocitocina, presente no cérebro dela durante toda a amamentação, está lá durante o parto ajudando-a a tolerar a dor. Depois dele, favorece a contração uterina, evitando o risco de hemorragias e o comprometimento da saúde da mãe. Pela placenta, o bebê segue inundado do hormônio do amor.

Talvez a explicação química dos sentimentos mais sublimes da maternidade não ajude necessariamente a entender todos os desafios e esforços que mães, pais, filhos e famílias inteiras terão pela frente, depois do nascimento de uma nova vida. Mesmo assim, certamente vale a pena deixar ela saber: os milagres acontecem a partir do seu corpo. Seu templo abriga processos mágicos de transmissão de vida, em cada célula, e é a partir dessa consciência que você deve cuidar dele!